Desde março, a hashtag #oagronãopara ganhou as redes sociais. Não se sabe exatamente quem a criou, mas sua finalidade é clara: o agronegócio nacional quer ser visto pela sociedade urbana e ter reconhecido seu papel de promotor do bem-estar social. Usada por produtores rurais, empresas, entidades e influenciadores digitais ligados ao setor, a hashtag tem potencial para se tornar um dos slogans mais fortes na história do agronegócio – que, de fato, não falhou em sua função de abastecer a mesa do consumidor brasileiro e ainda exportar para cerca de 170 países. “O Brasil foi um dos poucos países a aumentar as exportações durante a pandemia”, diz o engenheiro agrônomo e agricultor Roberto Rodrigues, que também é coordenador do Centro de Agronegócio na Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas. “Provamos ter uma capacidade de reação muito rápida.”

Nos últimos meses, a produção brasileira seguiu em frente, enquanto a Europa fechava fronteiras e proibia o trânsito de mercadorias; países como Cazaquistão e Vietnã suspendiam suas expressivas exportações de farinha de trigo e arroz, respectivamente; e nos EUA a indústria frigorífica se aproximava de um colapso por causa dos inúmeros contágios da doença entre funcionários. “A pandemia trouxe de volta para a vida cotidiana a questão da segurança alimentar”, diz Rodrigues. “Há países produtores de alimentos dizendo que não vão exportar o excedente.”

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